Olá!

Peço desculpas antecipadas pelo o meu post um pouco diferente do normal. Já tinha planejado falarmos a respeito desse assunto e com a recente tragédia acontecida nada mais pertinente que falarmos de projeto de prevenção de incêndio.

Eu procuro sempre ter um tom um bastante alegre e motivador para mantermos todos estudando com foco, mas fiquei realmente chateada com isso que aconteceu em Santa Maria. Mas os acontecimentos sempre nos levam a reflexão.

Bem, como arquitetos uma das nossas mais importantes preocupações e com a segurança dos usuários. Como eu já falei hoje vamos abordar a NBR 9077/2001. De acordo com a ABNT essa norma fixa as condições exigíveis que as edificações devem possuir:


a) a fim de que sua população possa abandoná-las, em caso de incêndio, completamente protegida em sua integridade física;



b) para permitir o fácil acesso de auxílio externo (bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada da população.



Eu separei abaixo os itens mais importantes da 9077/2011 - Saída de Emergência em Edifícios, porém devido a importância dessa norma recomendo a leitura completa e atenta de todo o conteúdo, verificando as categorias das edificações, cálculo de população e demais quadros e tabelas em anexo.


  • Para os concursos é importante saber que o cálculo de largura das saídas de emergência é dado pela seguinte fórmula:
N=P/C

N =número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro
P = população, conforme coeficiente de uma tabela do anexo da fórmula
C =capacidade da unidade de passagem, conforme outra tabelinha

  • Cada unidade de passagem corresponde a 55 cm.
Obs. A largura mínima é 110 cm, que são duas unidades de passagem.
Para locais com macas, camas e outros (locais de saúde) o mínimo é de 220 cm.
Para locais de reunião pública é 165 cm.
  • Os acessos e saídas devem estar sempre desobstruídos e ter o pé-direito mínimo de 250 cm
  • As distâncias máximas a serem percorridas vão variar de acordo com risco de propagação de incêndio. Fatores como fuga possível em apenas um sentido, características construtivas, chuveiros automáticos e saídas térreas vão aumentar ou reduzir a máxima distância percorrida aceita.
  • A quantidade de saídas de emergência variará de acordo com o tipo de ocupação, em função da altura, dimensões em planta e características construtivas de cada edificação.
  • As portasdas rotas de saída deverão sempre abrir no sentido do trânsito da saída.
  • Sempre que a altura do desnível for inferior a 48 cm deve ser vencido com um rampa. Não são permitidas escadas com menos de 3 degraus.
  • As escadas destinadas a saídas de emergência devem ter o espelho compreendido entre 16 e 18 cm. O patamar é calculado pela fórmula de Blondel:

63 cm ≤ (2 h + b ) ≤ 64 cm
  • Em locais com população de até 50 pessoas as escadas podem ter largura de 90 cm, a não ser que a edificação seja de risco de propagação de fogo.
  • As escadas enclausuradas protegidas devem ter paredes resistentes a duas horas de fogo, portas resistentes a 30 min. Devem ter janelas em todos os pavimentos com o peitoril mínimo de 110 cm.
  • As escadas enclausuradas a prova de fumaça devem ter paredes resistentes a 4 horas de fogo, ter ingresso por antecâmaras ventiladas, terraços ou balcões e devem ter portas estanques e resistentes a fumaça. A iluminação natural é recomendável, porém não obrigatória.
  • As antecâmarasdevem ser dotadas de porta corta fogo. O comprimento mínimo é de 180 cm e pé-direito de 250 cm. Devem ser ventiladas por dutos de entrada e saída de ar.
  • As escadas a prova de fumaça pressurizadas podem substituir as escadas enclausuradas a prova de fumaça. Elas dispensam a antecâmara
  • Os corrimãosdevem estar situados entre 80 cm e 92 cm acima do nível do piso.
  • No caso de secção circular, seu diâmetro varia entre 38 mm e 65 mm os corrimãos devem ser projetados de forma a poderem ser agarrados fácil e confortavelmente e devem estar afastados 40mm no mínimo da parede.

  • Escadas com mais de 220 cm de largura devem ter corrimão intermediário, no máximo, a cada 180 cm. Os lanços determinados pelos corrimãos intermediários de- vem ter, no mínimo, 110 cm.
  • Em todas as edificações com mais de 20 pavimentos e em estabelecimentos de saúde com mais de 12 metros deverão ser atendidas por elevadores de emergência.
  • Área de refúgio é a parte de um pavimento separada do restante por paredes corta-fogo e portas corta- fogo, tendo acesso direto, cada uma delas, a uma escada de emergência. Devem resistir a 4 horas de fogo.
  • As áreas de refúgio são obrigatórias em prédios de saúde com alturas superiores a 6 metros e em prédios institucionais com dimensões em planta superior a 5.000m².
  • A área de  descarga é a parte da saída de emergência de uma edificação, que fica entre a escada e a via pública ou área externa em comunicação com a via pública, pode ser constituída por: corredor ou átrio enclausurado;  área em pilotis; corredor a céu aberto.
  • No dimensionamento da descarga, devem ser consideradas todas as saídas horizontais e verticais que para ela convergirem.
  • A largura mínima da descarga não pode ser inferior a 220 cm em locais de saúde e de 110 cm para prédios em geral.
  • Em qualquer edificação não residencial e sempre que a rota de fuga for superior a 30 metros ou houver exigência de escadas enclausuradas é obrigatório o uso de iluminação de emergência.
  • Os subsolosquando com população superior a 100 pessoas é obrigatório o uso de chuveiros automáticos.
  • Os subsolosdevem sempre ter iluminação de emergência e ter no mínimo duas saídas, se servir de local de trabalho ou tiver acesso ao público.

No próximo post faremos a revisão com alguns exercícios. Ainda essa semana responderei todos os e-mails que eu estou devendo. Agradeço novamente o apoio de todos e peço que vocês divulguem esse espaço também!!
Até sexta!

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