Que me perdoem os defensores dos bandidos desumanos, mas, neste caso, eles colheram o que plantaram. 

Não quero, aqui, fazer apologia do “olho por olho”, da justiça com as próprias mãos, afinal, a vida desses marginais não vale a vida de Brayan, nem sua morte trará o menino de volta. 

Também não defendo a pena de morte. Não no Brasil. Seria temerário. Num país corrupto como o nosso, teríamos muitos condenados, mas poucos realmente culpados. Como bodes expiatórios, inocentes seriam sacrificados no lugar dos criminosos.

Esse alívio que eu sinto, compartilho com milhões de brasileiros, fartos da violência banalizada, dos crimes sem castigo, das benesses na prisão, dos menores inimputáveis...

Esse alívio é sinal de que muita coisa precisa mudar na Lei Penal brasileira.

Mas, se a Justiça dos homens não funciona, do Tribunal do Crime ninguém escapa. Estuprou? É estuprado. Matou? Não merece viver. Aqui se faz, aqui se paga. 

Prova de que até quem vive à margem da lei, tem um código moral, tem sede de justiça.

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