Assista ao comentário: http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/086ec009535ee52bdb28fccb7ef743ac/Cientistas-anunciam-cura-de-bebe-infectado-pelo-virus-HIV.html
Segundo estudiosos, a cura funcional do bebê americano não se aplica aos adultos. No nosso caso, a virulência poderia até ser reduzida com remédios, mas o HIV ficaria latente esperando a oportunidade de se manifestar de novo.
Apesar de não ser propriamente um alento, a descoberta foi uma noticia animadora.
Pode ser o início de uma geração sem aids.
Mas, enquanto isso, melhor não descuidar. Há mais de 30 millhões de pessoas infectadas no mundo. No Brasil, todo ano, 38 mil casos são detectados. Na última década, mais de 11 mil pessoas morreram vítimas da aids.
Minha geração viu nascer, nos anos 80, o fantasma da aids. Nossos ídolos e heróis morreram de aids. O diagnóstico era uma sentença de morte.
Hoje, com a evolução dos coquetéis, a distribuição gratuita, criou-se a ilusão de que aids não mata. De que é possível namorar com aids, é possível ter filhos sem aids, é possível viver muito e bem, mesmo com aids.
A nova geração, imprudente, baixou a guarda. Não pode!
A aids ainda limita, ainda faz sofrer. A aids ainda mata.
E, por mais que o tratamento tenha avançado, viver com aids não é vida. É sobrevida.


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